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05/08/2026

Cordão cervical: o que é e quais os riscos reais?

Durante a gravidez, algumas informações do ultrassom podem assustar os pais. Uma delas é ouvir que o bebê está com o cordão umbilical ao redor do pescoço. Essa situação é conhecida como cordão cervical ou circular de cordão.

Apesar de causar preocupação, na maioria dos casos o cordão cervical não representa perigo imediato. Ele é relativamente comum e, muitas vezes, o bebê nasce bem, sem complicações.

O que é cordão cervical?

O cordão cervical acontece quando o cordão umbilical fica enrolado ao redor do pescoço do bebê, com uma ou mais voltas.

Por que isso acontece?

Durante a gestação, o bebê se movimenta bastante dentro do útero. Como o cordão umbilical é flexível e fica dentro do líquido amniótico, ele pode se posicionar ao redor do corpo, dos braços, das pernas ou do pescoço.

Isso não significa que a mãe fez algo errado. Também não costuma estar relacionado a esforço físico, posição para dormir ou algum comportamento específico durante a gravidez.

O bebê pode se enroscar com o cordão?

Essa é uma das maiores preocupações das famílias, mas é importante entender uma diferença: dentro do útero, o bebê não respira pelo nariz ou pela boca como depois do nascimento.

Como o bebê recebe oxigênio?

Durante a gestação, o oxigênio chega ao bebê pela placenta e pelo cordão umbilical. Por isso, o que de fato importa é se o cordão está apertado a ponto de prejudicar a circulação nele mesmo. 

A posição ao redor do pescoço, isolada, raramente causa risco por si só. Na maioria das vezes, isso não acontece. Quando o cordão está frouxo e o fluxo sanguíneo segue adequado, não costuma haver motivo para desespero.

Quais são os riscos para o bebê?

A maior parte dos casos de cordão cervical não causa problemas e, muitos bebês nascem com uma volta de cordão no pescoço e ficam bem.

Quando o cordão cervical é perigoso?

A equipe médica pode acompanhar com mais cuidado quando há:

  • mais de uma volta de cordão;
  • cordão muito apertado;
  • alterações nos batimentos cardíacos do bebê;
  • sinais de sofrimento fetal durante o trabalho de parto;
  • redução importante dos movimentos fetais, quando percebida pela mãe.

Nesses casos, o obstetra avalia o conjunto da situação. O cordão cervical sozinho nem sempre indica emergência, mas precisa ser interpretado junto com os sinais do bebê e da gestação.

O cordão cervical impede parto normal?

Na maioria das vezes, não. Ter cordão ao redor do pescoço não significa, automaticamente, que o parto precisará ser cesárea.

O que acontece durante no nascimento?

Durante o parto, quando a cabeça do bebê nasce, a equipe pode verificar se há cordão ao redor do pescoço. Se estiver frouxo, geralmente é possível passar o cordão por cima da cabeça do bebê com cuidado.

Se estiver muito apertado ou se houver alteração importante nos batimentos do bebê, a equipe pode tomar outras condutas para garantir um nascimento mais seguro.

Dá para prevenir o cordão cervical?

Não há uma forma de impedir que o cordão se enrole no bebê. Isso faz parte dos movimentos naturais dentro do útero.

Também não existe uma atitude da mãe que cause ou não o cordão cervical. Por isso, a melhor forma de cuidado é manter o pré-natal em dia, fazer os exames indicados e conversar com o obstetra sempre que surgir alguma dúvida.

Quando procurar orientação médica?

A gestante deve procurar atendimento se perceber redução importante dos movimentos do bebê, sangramento, dor intensa, perda de líquido ou qualquer sinal diferente do habitual.

Faça acompanhamento médico constante e em caso de dúvida, converse com o seu médico especialista.

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