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17/08/2026

Escarlatina: sintomas, tratamento e como evitar contágio

A escarlatina é uma daquelas doenças que costumam assustar os pais, principalmente porque aparece com febre, dor de garganta e manchas vermelhas na pele. 

Embora o nome pareça antigo, ela ainda pode acontecer, especialmente em crianças em idade escolar.

A doença é causada por uma bactéria do grupo Streptococcus, a mesma que pode provocar infecções de garganta. 

Quando essa bactéria libera determinadas toxinas, surgem as manchas características na pele, dando origem ao quadro de escarlatina.

O que é escarlatina?

A escarlatina é uma infecção bacteriana contagiosa. Ela costuma aparecer após ou junto de uma dor de garganta, principalmente em crianças, mas também pode afetar adultos.

Como a doença é transmitida?

A transmissão acontece pelo contato com gotículas de saliva ou secreções do nariz e da garganta de uma pessoa infectada. 

Isso pode ocorrer ao tossir, espirrar, falar de perto, compartilhar copos e talheres ou tocar em superfícies contaminadas e levar as mãos à boca, ao nariz ou aos olhos.

Por isso, ambientes com muita convivência entre crianças, como escolas e creches, favorecem a circulação da bactéria.

Quais são os principais sintomas?

Os sintomas podem começar de forma repentina. A criança pode apresentar febre, dor de garganta, mal-estar, dor de cabeça, náuseas, vômitos ou dor abdominal.

Como são as manchas da escarlatina?

A pele costuma ficar com manchas avermelhadas e textura áspera, muitas vezes comparada a uma lixa fina. 

Elas geralmente aparecem primeiro no tronco e depois podem se espalhar para pescoço, rosto, axilas, virilha, braços e pernas.

Outro sinal possível é a chamada “língua em morango”, quando a língua fica avermelhada, inchada e com pontinhos mais marcados. Também pode haver palidez ao redor da boca.

Escarlatina é perigosa?

Com diagnóstico e tratamento adequados, a escarlatina costuma evoluir bem. O cuidado maior está em não ignorar os sintomas ou tentar tratar apenas em casa, porque infecções bacterianas precisam de avaliação médica.

Por que tratar corretamente?

Quando não é tratada, a infecção pode causar complicações, como inflamações no ouvido, sinusite, alterações nos rins ou febre reumática. 

Por isso, ao suspeitar de escarlatina, o ideal é procurar o pediatra ou um serviço de saúde.

Como é feito o tratamento?

O tratamento geralmente é feito com antibiótico prescrito pelo médico. Também podem ser indicados cuidados para aliviar os sintomas, como repouso, hidratação e controle da febre, sempre seguindo orientação profissional.

Não interrompa o antibiótico antes da hora

Mesmo que a criança melhore nos primeiros dias, o antibiótico deve ser usado pelo tempo indicado pelo médico. 

Parar antes pode favorecer a volta da infecção e aumentar o risco de complicações.

Como evitar o contágio?

A criança com escarlatina deve ficar em casa durante o período indicado pelo médico. 

Em geral, após 24 horas do início do antibiótico, o risco de transmissão diminui bastante, mas a volta à escola deve seguir a orientação profissional e o estado geral da criança.

Cuidados simples que ajudam

Lavar as mãos com frequência, evitar compartilhar copos, talheres e toalhas, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar e manter ambientes ventilados são atitudes importantes.

Também vale trocar escova de dentes após o início do tratamento, conforme orientação do pediatra, e higienizar objetos muito usados pela criança.

Quando procurar atendimento?

Procure orientação médica se a criança tiver febre, dor de garganta intensa, manchas vermelhas na pele, dificuldade para engolir, sonolência fora do habitual ou piora do estado geral.

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