Hiperlactação: o que é? Sintomas e cuidados
A produção de leite materno pode ser motivo de preocupação para muitas mães, principalmente nos primeiros dias após o parto.
Algumas mulheres se preocupam com a baixa produção, mas há também quem enfrente o problema oposto: a hiperlactação, que é a produção excessiva de leite.
Esse quadro, embora não tão comentado, causa desconforto tanto para a mãe quanto para o bebê.
Entenda o que é a hiperlactação, como identificá-la e quais os cuidados mais indicados para lidar com ela de forma tranquila e saudável.
O que é hiperlactação?
A hiperlactação é uma condição em que a mulher produz leite em quantidade acima do necessário para alimentar o bebê.
Ela pode acontecer de forma temporária, especialmente nos primeiros dias da amamentação, ou persistir por semanas, ou até meses.
Nesse caso, é importante entender que a produção de leite acontece por mecanismos hormonais e pela frequência da amamentação.
No entanto, em alguns casos, o organismo responde de forma exagerada à sucção ou ao estímulo, gerando um volume de leite muito maior do que o bebê consegue consumir.
Quais os sintomas da hiperlactação?
Os sinais mais claros dessa condição acontecem principalmente na mãe, que são:
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Seios constantemente cheios, doloridos ou endurecidos;
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Vazamentos frequentes e em grande quantidade;
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Sensação de pressão e desconforto entre as mamadas;
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Dificuldade para manter a pega correta devido à força do jato;
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Possíveis episódios de mastite ou ingurgitamento.
Já no bebê, é possível ver:
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Tosse ou engasgos durante a mamada, causado pela força do jato de leite;
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Gases, cólicas ou desconforto abdominal após mamar;
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Fezes explosivas e aquosas;
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Irritação ou recusa ao seio;
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Ganho de peso muito rápido ou irregular.
Cuidados para lidar com a hiperlactação
Se você suspeita que está enfrentando hiperlactação, procure orientação com um profissional de saúde, de preferência, um consultor de amamentação ou pediatra de confiança.
Além disso, algumas medidas podem ajudar a aliviar os sintomas:
1. Técnica da amamentação de apenas um seio por mamada
Amamentar o bebê por mais tempo em um seio antes de oferecer o outro ajuda a equilibrar a produção e evita o estímulo excessivo nos dois lados.
2. Ordenha prévia para aliviar a pressão
Retirar uma pequena quantidade de leite antes da mamada pode reduzir a força do jato inicial e melhorar a pega do bebê.
3. Posições que ajudam a controlar o fluxo
Amamentar com o bebê em posição mais vertical ou com a mãe reclinada pode ajudar a controlar o excesso de leite e facilitar a deglutição.
4. Uso de conchas de amamentação com moderação
Elas ajudam a coletar o leite que vaza, mas devem ser usadas com cuidado para não estimular ainda mais a produção.
5. Avaliação do especialista
Um acompanhamento especializado ajuda a diferenciar a hiperlactação de outros problemas, além de indicar o melhor plano para a mãe.
A hiperlactação impacta muito o bem-estar da mãe e do bebê, por isso, ao surgirem os primeiros sintomas, é indicado uma visita ao seu médico especialista.
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